domingo, 4 de maio de 2008

Deus, nos acuda! II

...continuando...

Vou cumprir o prometido e continuar a contar sobre a aventura da prova de Angra.
Enfim conseguimos chegar ao lugar da prova. Sentei em minha carteira, rezei e comecei a pôr os neurônios para funcionar. (Adianto que eles funcionaram direitinho, pois acertei cerca de 75% da prova que estava, ao meu ver, super fácil. Ainda fico estressada pois deveria era ter gabaritado uma prova fácil daquelas, mas para não tentar o suicídio - rs - vou me contetar com as palavras da minha mãe: "Filha, este foi seu terceiro concurso, foi bem melhor que nas outras provas...você está melhorando à olhos vistos") Quando eu estava lá na questão número dezessete uma voz feminina surge atrás de mim. "Por favor, poderia confirmar a questão número cinco? Pois tem duas respostas iguais." Eu, que já havia passado pela tal questão, fui verificar se eu havia deixado alguma coisa passar em branco. Não, definitivamente não deixei. No fim do post eu colocarei a questão para vocês e entenderão a minha vontade de gritar para ela: "Pede pra sair, pede pra sair!" Por causa dela fico mais feliz com meus 75% de acerto. Ela não deve ter sequer passado na prova. Acabei tão cedo que quase fiz coraçõesinhos na folha de resposta. Como fiquei com receio de ser desclassificada me contentei em pintar bem bonitinho os retângulos das respostas. Eu e Michelly fomos caminhando para a rodoviária. Tudo bem que quase rolamos na hora de descer o morro, mas conseguimos ser vitoriosas no final. êêêêê!
A rodoviária estava lotada, só havia ônibus para 19:20h. Para a nossa sorte assim que chegamos no guichê da Cidade do Aço um ônibus extra surgiu do nada! Ufa! Iríamos ficar apenas mais duas horas na rodoviária e sairíamos às 18:10h. Compramos um guaraná, falamos para a Aparecida que ela deveria correr no guichê e comprar passagem para o ônibus extra (já que ela havia comprado para o horário da noite) e ficamos conversando... Mulher conversando sabe como é né...o assunto foi desde racismo até corte de cabelo. Não convém contar o conteúdo da conversa.
Viemos embora e depois de tanto falar me deu fome. Na parada de Lídice pedi um pão de queijo e um copo de café com leite - conhecido como pingado em alguns locais. Pedi o café com leite morno. Foi quando obtive a seguinte resposta da ilustre atendente: "Só temos leite frio ou quente". Sim, sei que estão imaginando minha cara nesta hora. Mas me contentei em falar: "Então mistura".
Quando estava sabreando o meu lanche a Michelly arregalou os olhos e gritou: "Rápido, o ônibus está saindo sem a gente". Coloquei todo o pão de queijo na boca, deixei o café com leite morno na mesa, ela jogou fora o cigarro e corremos para entrar no ônibus. Entramos. O sorriso estampado em nossas faces pela vitória de alcançar o ônibus logo se desfez quando descobrimos que aquele não era o nosso ônibus. Aquele estava indo para Resende. Ainda bem que descobrimos isso antes da Michelly arrumar barraco com as meninas que supostamente estariam sentandas em nossos lugares.
Saímos tristes e desoladas, meu copo já não estava na mesa e entramos no nosso ônibus que saiu logo em seguida. Foi quando a Micgelly percebeu que a garota que estava sentada atrás da gente não poderia assumir o cargo caso passasse na prova do concurso. Isso porque a nossa janela estava aberta e a menina havia morrido de frio. Tinha até estalactite no nariz da garota. Coitada!
Como no fim tudo termina bem, cheguei em casa viva e feliz. Aguardo agora o resultado deste concurso e bora estudar para o Detran!
Beijos mil!

Um comentário:

Pri disse...

Nossa Thata!!To rindo muito aqui!!Tinha que acontecer com vc..Como assim vc entra no ônibus errado?? rsrs
Tomara que vc tenha muitos concursos ainda pela frente pra ter mais historias como esta..rs
Brincadeira.. Te desejo muita sorte amiga!!!
Bjao!!

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